Angola tem condições de assumir liderança na produção de petróleo na África
Angola poderá substituir a Nigéria na liderança da produção de petróleo, caso ultrapasse a marca de dois milhões de barris/dia no segundo semestre do ano em curso, afirmou o presidente da KPMG Auditores e Consultores Angola, Paul de Sousa. De acordo com o administrador, a principal razão para esta alteração relaciona-se ao fato de a Nigéria ter perdido cerca de 25% da sua produção, em consequência da crise no delta do Níger, enquanto Angola cresce rapidamente, como resultado de um investimento sustentado de mais de cinco anos para estimular a produção petrolífera.
Paul de Sousa, que é igualmente administrador da KPMG África, durante uma intervenção na Conferência de Petróleo e Gás do Golfo da Guiné da KPMG, que teve lugar recentemente em Abuja, disse que “com base em relatórios apresentados na conferência, a crise no Delta do Níger causa um enorme impacto negativo na Nigéria, a nível econômico e político”. Tanto Angola como a Nigéria produzem na atualidade aproximadamente o mesmo volume de petróleo, estimado em dois milhões de barris por dia.
O documento sublinha que a Sociedade Nacional de Combustíveis (Sonangol) e e os seus parceiros têm realizado nos últimos anos um trabalho de primeira categoria ao investirem no aumento da pesquisa e produção de petróleo e gás em Angola.
No encontro, Paul de Sousa salientou também a escolha de José Pedro de Morais como o Ministro das Finanças da África do Ano, pela revista internacional Banker Magazine, afirmando que a eleição deveu-se a sua contribuição para a reforma, transparência e estabilização econômica.
Para o presidente da KPMG Angola, neste capítulo a ´´Economist Intelligence Unit´´ foi mais longe, ao afirmar que o país, como membro observador da Extractive Industries Initiative, divulgou nos últimos tempos mais informações sobre as suas exportações de petróleo e os fundos gerados pelas mesmas do que muitos dos países membros da Initiative.
Paul de Sousa salientou também o papel do Projeto Angola GNL (Gás Natural Liquefeito), orçado em 4 bilhões de dólares, em construção no Soyo, norte de Angola, capaz de funcionar atoda capacidade até 2012 e irá reduzir imediata e drasticamente a queima de gás natural associada à produção de petróleo em Angola.
Na sua ótica, com este projeto Angola está a levar muito a sério a sua obrigação moral e ecológica para com o mundo em geral, no sentido de eliminar a queima de gás.
A Nigéria lidera há 50 anos a lista dos países africanos produtores de petróleo, como maior produtor.
Fonte: Angop via Angonotícias



