Chile adota medidas para poupar energia
O governo chileno anunciou nesta quinta-feira uma série de medidas para tentar reduzir o consumo de energia elétrica no país e evitar cortes no fornecimento de luz neste ano.
O pacote inclui, entre outras coisas, uma redução em 10% na voltagem da eletricidade fornecida pelas empresas distribuidoras de energia, a prorrogação do horário de verão até o último sábado de março e mudanças que permitirão às empresas geradoras de energia elétrica aumentar o uso de água dos reservatórios do país.
As autoridades explicaram que a diminuição da voltagem não afetará o funcionamento dos eletrodomésticos dos chilenos.
“Esperamos que estas medidas aliviem a situação até março, mas, se não chover, poderemos ter problemas durante todo o ano”, disse em Santiago o ministro de Energia, Marcelo Tokman, durante o anúncio do pacote.
Racionamento
Tokman disse que as medidas não significam racionamento de energia elétrica, mas são uma forma de tentar evitá-lo.
Ele pediu aos chilenos que façam “esforços” para reduzir o consumo de luz e disse que o governo voltará a realizar uma campanha pelo “uso eficiente de energia”.
No caso das repartições públicas, a meta é conseguir uma redução de pelo menos 5% no gasto energético, explicou Tokman.
País com 15 milhões de habitantes, o Chile enfrenta uma forte seca que afeta a geração de energia e agricultura do país. Para complicar, o país depende do gás argentino para fazer funcionar suas usinas.
No entanto, segundo analistas, a Argentina também está enfrentando dificuldades para atender sua própria demanda interna tanto de gás, como de eletricidade e diesel.
Pelo menos desde o inverno passado, o país não tem enviado ao Chile o gás que combinou mandar ao país, já que sua prioridade é seu próprio mercado, como admitiram autoridades argentinas em diferentes situações.
O pacote chileno foi anunciado dois dias depois de divulgado, em Buenos Aires, que a Argentina registrou aumento no consumo de energia elétrica no país, mesmo depois do anúncio de um pacote para reduzir o consumo de energia, em dezembro passado.
As medidas do governo chileno receberam apoio de setores empresariais no país.
Fonte: BBC Brasil via Globo online



