Rosto da múmia do faraó Tutankamon é mostrado pela primeira vez
Rosto de Tutankamon é revelado pela primeira vez (Foto: AFP)
LUXOR — O rosto do célebre faraó egípcio Tutankamon foi mostrado ao público neste domingo pela primeira vez desde sua morte, há mais de 3.000 anos. A múmia do faraó foi tirada do sarcófago onde se encontrava e introduzida em uma vitrine que dispunha de um sistema de controle de umidade e temperatura para protegê-lo dos imprevistos climáticos e das bactérias levadas pelos visitantes.
O corpo foi envolto em faixas de linho, deixando apenas o rosto descoberto. Até agora, somente alguns especialistas tinham tido acesso a ele.
Centenas de turistas visitam diariamente a tumba de Tutankamon, situada no Vale dos Reis, na margem oeste do Nilo, na altura da cidade de Luxor. A tumba foi descoberta pelo britânico Howard Carter em 1922.
Parte da fama deste faraó se deve ao fato de terem encontrado um grande tesouro em sua tumba. A máscara que cobria o rosto de Tutankamon pesava 11 quilos e tinha sido feita em ouro maciço com incrustações de pedras semipreciosas.
"É um rapaz belo, com um sorriso bonito e dentes grandes", disse aos jornalistas o diretor do Vale dos Reis, Mustafá Wazary, pouco antes de mostrar o corpo embalsamado.
"A múmia estava ameaçada de ficar reduzida a pó pelo aumento da umidade devido aos visitantes", acrescentou o secretário-geral do Conselho Superior de Antigüidades Egípcias, Zahi Hawass.
"A múmia já havia sido danificada por Howard Carter, porque ele utilizou ferramentas pungentes para extrair a máscara de ouro e expôs o corpo dele durante horas ao sol", acrescentou o ministro egípcio de Cultura, Faruk Hosni.
Tutankamon foi nomeado faraó com nove anos de idade e reinou durante uma década há cerca de 3.300 anos. Ele foi o 12ª faraó da XVIII dinastia egípcia.
Morreu aos 19 anos de idade por uma ferida gangrenada na perna. Durante muitos anos, acreditou-se que Tutankamon havia sido morto por um golpe na nuca, mas em 2005 um estudo realizado por especialistas internacionais descartou a hipótese.
Fonte: AFP



