Cabo Verde terá segunda operadora de celulares
Cabo Verde passa a ter a partir da próxima semana uma segunda operadora de celulares, a T+, que vai concorrer com o atual monopólio da Cabo Verde Telecom.
O presidente do Conselho de Administração da T+, Marco Bento, afirmou que a empresa vai apresentar "preços competitivos" e que pretende ser uma alternativa para as comunicações móveis.
"A T+ entra no mercado cabo-verdiano num contexto privilegiado, e assume-se como uma alternativa para as comunicações móveis em Cabo Verde. É uma resposta à insularidade do país, onde o setor das telecomunicações assume hoje um papel determinante no desenvolvimento", afirmou Marco Bento.
Inicialmente a nova rede móvel vai cobrir apenas a ilha de Santiago. A previsão é que até o segundo semestre de 2008 estenda sua cobertura a todo o território nacional.
Como faz parte de um grupo internacional, a operadora vai também apostar no serviço de roaming (celular funciona fora do país) e nas chamadas internacionais. Apesar de não anunciar ainda a tabela de tarifas, a T+ espera baixar progressivamente os atuais preços das chamadas internacionais em cerca de 50%.
Em relação às tarifas para o mercado nacional, acontecem ainda negociações com a Cabo Verde Telecom, sob a alçada da Agência Nacional de Comunicações (Anac), mas Marco Bento garante que "a intenção é mesmo baixar os preços".
Um dos objetivos da T+ é dobrar o número de usuários de celular no Arquipélago (hoje em torno de 150 mil), num prazo de três a quatro anos. A população mais jovem, com menos de 19 anos, é um dos segmentos da população que a T+ quer conquistar.
Além do serviço normal de telemóvel, a T+ vai também disponibilizar serviços de dados (como o GPRS). A T+ tem como parceiros a Teylium Telecom (que detém 70% do capital social), BNP Paribas, Banco Interatlântico, Ericsson, e o Banco Mundial.
A operadora, que foi licenciada em 2006 pela Anac, também tem como acionistas o Alexander Group Telecommunications, com base em Nova Iorque (15%) e Marco Bento, fundador da empresa (15%).
A T+ vai investir nos próximos três anos cerca de US$ 50 milhões (R$ 80 milhões), incluindo US$ 15 milhões (R$ 26,7 milhões) para 2007-2008. A operadora pretende criar cem postos de trabalho e 500 empregos indiretos.
Fonte: Ag. Lusa



