Do Ceará para o Cabo Verde
O Ceará é o segundo Estado brasileiro em volume de exportações para Cabo Verde, perdendo apenas para São Paulo. De janeiro a setembro deste ano o Estado comercializou US$ 4,9 milhões, enquanto os paulistas faturaram US$ 7,9 milhões com as vendas externas ao país africano.
No ano passado, o envio de mercadorias cearenses a Cabo Verde rendeu R$ 5,59 milhões para o Estado. O volume, porém, ainda é considerado pequeno pelos empresários locais, diante do potencial existente entre os dois mercados. Liderados pelo Centro Industrial do Ceará (CIC), empresários do Estado seguem no próximo domingo, 5/11, para Cabo Verde.
A missão empresarial pretende negociar com o governo cabo-verdiano mecanismos de incentivo que propiciem a instalação de filiais de empresas cearenses naquele País. A idéia é que, além de atenderem ao mercado interno, elas consigam exportar para Europa e Estados Unidos, se beneficiando dos acordos comerciais existentes entre Cabo Verde e outros países.
Eles contam ainda com a visita do governador Cid Gomes, programada para 8 e 9 de novembro. De acordo com o vice-presidente do CIC e presidente do Instituto Titan, Lenardo Castro, participam da comitiva oito empresários, que além dos seus negócios, também representam entidades de classe. ´Estão nessa missão, empresários dos ramos tecnologia da informação, energias alternativas, construção civil, da indústria de eletroeletrônica e do varejo´, destaca o empresário, que está confiante diante das expectativas promissoras da viagem. ´A intenção é ampliar os investimentos em Cabo Verde´, afirma. Ele projeta atingir a casa dos US$ 500 milhões em exportações brasileiras nos próximos 10 anos. Para ele, a forma de viabilizar rapidamente tal incremento é implementando plantas industriais oriundas do Ceará em Cabo Verde.
NOVOS NEGÓCIOS - País representa oportunidade
Cabo Verde pode vir a ser um canal importante para a conexão do Ceará com os mercados na África, principalmente Angola, Moçambique e Senegal. Além disso, tem acordos comerciais com os EUA que justificam investimentos nossos em Cabo Verde. Através desses acordos, as indústrias que produzem em Cabo Verde podem entrar no mercado norte-americano sem pagar tarifa. E isso pode ser um caminho importante para as indústrias do Ceará, avalia o vice-presidente do CIC, Lenardo Castro.
Entre as oportunidades de negócio com Cabo Verde, Castro aponta a área de infra-estrutura, construção civil, móveis, alimentação, energias alternativas e educação. ´O Ceará tem diversas instituições de ensino que poderiam se desenvolver lá. O objetivo da missão é estudar as possibilidades´.



