Luta contra aquecimento precisa ser mensurada, é o que diz Bush

O presidente dos EUA, George W. Bush, defendeu na sexta-feira a adoção de um mecanismo “sólido e transparente” para que os países possam medir os avanços no combate às alterações climáticas. No entanto, ele afirmou que cada país deveria decidir-se sobre como fará isso.
Em um discurso proferido durante uma conferência patrocinada pelos Estados Unidos e da qual participam os países que mais emitem gases do efeito estufa, incluindo o Brasil, Bush também pediu a criação de um fundo global para promover as tecnologias limpas. Esse fundo seria comandado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. O presidente norte-americano afirmou que é preciso haver uma meta de longo prazo para a redução do aquecimento global, mas que “cada país irá elaborar suas próprias estratégias independentes para avançar rumo a essa meta”.
Sob pressão das maiores economias do mundo para aceitar limites compulsórios de emissão de gases do efeito estufa, Bush continuou a dar destaque às medidas voluntárias de combate às mudanças climáticas quando falou no começo do último dia da conferência.
Bush descreveu o encontro como um precursor das negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) marcadas para acontecerem em Bali, em dezembro, e que têm por meta lançar um tratado capaz de substituir o Protocolo de Kyoto, o qual fixa metas compulsórias de emissão para os países industrializados.
Segundo ambientalistas, a conferência não trouxe nenhuma novidade e seria uma tentativa dos EUA de frustrar os esforços da ONU no combate às mudanças climáticas, uma acusação rebatida pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.
O ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, disse que o fato de Bush ter falado mostrava que a Casa Branca não adotaria novamente uma postura cética quanto à gravidade do problema do aquecimento.
“Trata-se de um grande passo adiante”, afirmou a repórteres. “Quanto mais as autoridades discutirem a respeito das mudanças climáticas, mais difícil será caminharmos para trás.”
O presidente Bush, naturalmente está apenas protelando. De fato ainda são muitos, e não só nos EUA, os que francamente duvidam, ou simplesmente subestimam os resultados dos relatórios apresentados sobre os efeitos que podem ocorrer devido às alterações climáticas, especialmente movidos por interêsses econômicos. A questão então é só uma, já que estamos tratando de interêsses econômicos: Vale a pena pagar para ver? O problema das metas a longo prazo é… a longo prazo, e o problema está começando a manifestar agora. Precisamos de medidas que não contemporizem. Prá já!
Fonte: Por Jeff Mason e Deborah Zabarenko(Reportagem adicional de Caren Bohan) para a Reuters



