Situação da Gradiente já afeta consumidores
A crise financeira na Gradiente - fabricante de eletroeletrônicos - já afeta a vida de seus consumidores.
A maioria não encontra com facilidade peças de reposição e já não há estoque de seus produtos em lojas especializadas. Até mesmo a assessoria de imprensa da empresa admite que a rede de assistência técnica encolheu. (Leia mais: Empresa é obrigada a garantir fornecimento, diz Procon )
No site da fabricante, o link que antes permitia acesso aos telefones dos postos de atendimento foi desativado e os poucos pontos que ainda oferecem serviços estão com estoques de componentes quase zerados.
- Não recebemos peças da empresa desde novembro do ano passado, principalmente de aparelhos de DVD - disse a atendente da loja Reparatur, no bairro da Liberdade.
No hipermercado Extra, localizado no Jardim Paulista, o vendedor Roberto Nunes da Silva disse que há poucas unidades de aparelhos de TV do mostruário à venda, mas os produtos ainda estão com o preço normal de mercado.
- A empresa deixou de nos enviar mercadorias no fim do ano passado e o nosso estoque já acabou.
Na loja Casas Bahia, na praça Ramos de Azevedo, centro da Capital, não havia nenhum produto Gradiente em exposição esta semana.
- Não vendemos nada da marca faz tempo, mas ainda atendemos alguns consumidores que nos procuraram para saber sobre a assistência técnica. E muitos reclamam que os telefones não atendem - disse o vendedor Leandro Ricardo.
Em novembro do ano passado, a fisioterapeuta Viviane Gomes ganhou uma televisão Gradiente de presente de casamento. Até hoje não conseguiu usar o aparelho.
- Ela veio com defeito e a levei à assistência técnica na época, mas me enrolaram mais de um mês dizendo que não havia peça.
Sem solução para o problema, Viviane tentou trocar o aparelho por outro na loja das Casas Bahia em Santo André, onde foi comprado. Mas a medida adotada pelo estabelecimento só complicou sua situação.
- Eles me deram um aparelho do mostruário, que veio manchado. Ao reclamar na Gradiente, a empresa disse que já não era mais responsável pelo caso, pois havia aceitado outro produto em troca.
Fonte: Laurimar Coelho - Diário de SP



