Filme sobre Leonel Brizola será distribuído em 10 mil escolas no Brasil
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Um documentário que recupera a trajetória de Leonel Brizola será distribuído a 10 mil escolas brasileiras. Passados três anos da morte de Leonel Brizola, as histórias do ex-governador gaúcho e da educação brasileira seguem entrelaçadas. Se na década de 60 o governo de Brizola foi responsável pela construção de 6 mil escolas, neste ano outras 10 mil receberão o documentário em DVD Brizola - Tempos de Luta. O vídeo dirigido por Tabajara Ruas (realizador de “Netto Perde Sua Alma”) terá suas cópias em DVD distribuídas a escolas públicas e também privadas.
Outras entidades que desejarem exibi-lo podem se inscrever no site http://www.brizolatemposdeluta.com.br/index2.html. O documentário não será vendido nem percorrerá o circuito de cinemas.
Também faz parte do projeto o livro “Um Brasileiro Chamado Brizola”, escrito por Tabajara em parceria com o jornalista e publicitário Sérgio Gonzalez, que será lançado em novembro. O patrocínio é da Petrobras. De forma didática, o vídeo acompanha a vida de Brizola paralelamente à história da política brasileira. E elas se juntam cedo.
- Ele foi batizado em homenagem a Leonel Rocha, que conduziu a Coluna Prestes. Seu pai, maragato, morreu na Revolução de 1923. Então não foi preciso esforço para transformar sua vida em uma aula de história - observa Tabajara.
Aos dois anos, quando recebeu o corpo do pai no lombo de um cavalo, Brizola se viu envolvido no primeiro de uma série de conflitos políticos. Mas o filme não se atém a eles. Preocupa-se, segundo Tabajara, em “não elevar o tom” e conduzir um painel sereno por meio de depoimentos. São 27 ao todo, 26 exclusivos.
Tabajara entrevistou desde políticos do círculo íntimo do gaúcho até líderes de Estado como Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e o ex-presidente Mário Soares, de Portugal, país que deu asilo político a Brizola em 1978. Do jornalista e escritor Flávio Tavares vem o relato detalhado, ilustrado por imagens raras, do encontro entre o então governador gaúcho e Che Guevara, em 1961, no Uruguai.
Mas mesmo em meio a notáveis depoimentos, a figura Brizola ganha maior força na tela com a reprodução de suas entrevistas e discursos. Tabajara compreende bem o fascínio que seu personagem exerce e não lhe mesquinha o microfone. São longos minutos em que as cenas se resumem a uma câmara parada em frente a Brizola. Sobre o exílio, por exemplo, nada no documentário tem tanto impacto quanto vê-lo definir a experiência de 15 anos longe do Brasil: - É preciso que a pessoa se imagine vista pelos outros como uma pátria. Alguém que é apenas tolerado, até nos países mais acolhedores. Por outro lado, uma vez que se supera essa situação, nos tornamos super-humanos. Plantas no deserto.
Por meio de Brizola - Tempos de Luta, o político volta às salas de aula. E, para afeiçoar o protagonista aos estudantes, Tabajara aplica uma das máximas do brizolismo, repetida pelo candidato do PDT às vésperas da campanha presidencial de 1989: - Só não gosta de mim quem não me conhece.
Fonte: Zero Hora
O Brasil ainda não fez justiça a este grande brasileiro. Eu tive o prazer e orgulho de conhecer Leonel de Moura Brizola, um brasileiro de estatura moral rara entre nós.
Ele vivia apenas por uma coisa, um Brasil melhor, para os brasileiros. Foi injusta e vilmente acusado de populista e até de corrupto por uma imprensa reacionária. Hoje, o que se denomina “Rede de proteção social”, nas proposições do nosso Brizola eram tidas por mero oportunismo político.
Quando tantos falam em terceiro mandato para o Lula, quando Fernando Henrique obteve sua reeleição, etc…, o Brizola, em sua época, era atacado violentamente por simplesmente sonhar em ser presidente deste País. Através dos votos. Vejam só.
Este país ainda haverá de dar o justo, merecido valor a “Um brasileiro chamado Brizola”. É isto!



