Professor Pasquale afirma que a Reforma Ortográfica não sai do papel
"As mudanças ortográficas que pretendem unificar o idioma nos oito países que falam a língua portuguesa (Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, Angola e São Tomé e Príncipe), não vão ocorrer.
Pelo menos, é o que pensa um dos professores de português mais famosos do País, Pasquale Cipro Neto. Durante palestra, no Teatro Marista, o professor Pasquale foi enfático: “Claro que é uma reforma política. O Brasil quer dizer que é o dono da língua”. Segundo ele, que já teve encontros com o embaixador de Portugal no Brasil, o país europeu não tem interesse que as mudanças sejam realizadas. Pasquale citou uma norma portuguesa, segundo a qual nenhum livro didático pode durar menos de seis anos.
Além disso, seriam necessários cerca de mais quatro anos para a adaptação. No total, 10 anos até que as modificações fossem feitas, segundo o embaixador citado por Pasquale. “Ou seja, quem diz 10 diz nunca. Então, esse troço não vai acontecer, meu filho. Nunca. Esqueça isso. E os portugueses têm toda a razão do mundo. Nós é que não temos o que fazer”, respondeu, ao ser indagado por um dos que assistiam à palestra. E continuou sem poupar críticas: “Eu ia ganhar dinheiro com isso? Muito. Mas eu não posso pensar no meu bolso. Essa é uma reforma meia sola, meia boca. Não consigo acreditar que foi o Antônio Houaiss o nosso representante nisso”.
Durante a palestra, que durou quase duas horas e teve cerca de 300 pessoas na platéia, Pasquale, sempre bem humorado, deu dicas sobre a língua e respondeu a perguntas de vestibulandos. O professor pop autografou livros e posou para fotos com o público.
Fonte: Do blog do Eliomar de Lima com a colaboração de Daniela Nogueira
O Professor Pascoale pode até acertar na sua previsão, mas dizer que a unificação da língua portuguesa é algo desnecessário… O Visão Global é a favor da implantação do Acordo da Reforma e Unificação da Língua Portuguesa. Acreditamos que esta medida trará a médio e longo prazo benefícios para o idioma, e para a uma maior integração dos países da Comunidade de Língua Portuguesa, não só nos aspectos línguísticos, mas comerciais, culturais.
Claro que acreditamos na diversidade, mas é necessária também uma padronização na ortografia.



