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Astrônomos e historiadores se unem para desvendar quando nasceu Jesus

03/01/2008 Publicado por: Xico Lopes Categorias: Astronomia & Astronáutica, Datas & Acontecimentos, História, Igreja, Israel, Oriente Médio, Religião No Comments →

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Adoração dos Reis Magos, pelo pintor Giotto di Bondone (1267-1337).

Aqui, a Estrela de Belém é representada como um cometa. O próprio Giotto testemunhou o aparecimento do Cometa Halley em 1301.

Existem eventos que pela sua natureza, são quase inquestionáveis. Um deles refere-se ao Natal. Habituados que estamos a comemorá-lo todos os anos em 25 de dezembro, jamais poderíamos supor que o nascimento de Jesus tivesse ocorrido em outra data.

No entanto é justamente o nascimento de Cristo o acontecimento histórico que mais tem atraído a atenção de historiadores e de diversos astrônomos, em particular daqueles interessados em problemas históricos e preocupados com a procura de uma explicação racional para o grande mistério da Estrela de Belém.

A Bíblia nada diz sobre a data do nascimento de Cristo, mas no entanto refere personagens e eventos históricos, tais como o reinado de Herodes. Os estudos históricos modernos sugerem que Herodes possa ter morrido algures entre 4 e 1 AC, de acordo com o nosso calendário atual. Diz-se que os Reis Magos visitaram Herodes mesmo antes de morrer, e presumivelmente o nascimento de Jesus e o aparecimento da Estrela vieram antes disso. E é também muito duvidoso que Jesus tenha nascido no fim de dezembro. Por um lado, a passagem bíblica de S. Lucas, "Ora, havia naquela área, pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho" (capítulo 2, versículo 8), indica que a provável estação seria a Primavera: era quando os pastores na Judéia cuidavam dos cordeiros recém-nascidos.

Na Antiguidade, o dia 25 de dezembro marcava o grande festival romano da Saturnália. Era uma ocasião em que se trocavam presentes; os lares, ruas e edifícios eram decorados; e havia no ar um ambiente de grande felicidade e de festa. Diz-se que os primeiros cristãos escolheram a data da Saturnália de modo a evitar atrair as atenções e assim escapar à perseguição da época. Quando o imperador Romano Constantino finalmente adotou o Cristianismo no século IV, a data do Natal permaneceu dia 25 de Dezembro.

O nascimento de Jesus Cristo quase que certamente não ocorreu há 2007 anos atrás. A nossa cronologia atual, pela qual os anos são numerados com AC ou DC, foi concebida pelo abade Dionísio Exíguo por volta de 523 DC. Infelizmente, Dionísio cometeu dois erros crassos nos seus cálculos. O primeiro foi a sua colocação de 1 DC imediatamente depois de 1 AC, ignorando completamente o necessário ano zero no meio.

Na Europa da época, o zero ainda não era considerado um número. Sendo assim, por exemplo, o ano que agora chamamos de 3 AC, é realmente 2 numericamente falando.

O segundo foi Dionísio ter aceito a declaração de Clemente de Alexandria de que Jesus nasceu no 28º ano do reino do imperador Romano César Augusto. Mas Dionísio falhou ao não se aperceber que durante os primeiros quatro anos deste reinado, o líder era conhecido pelo seu nome original de Otávio, até que o senado romano o ter proclamado "Augusto". Por isso só aqui temos um erro de quatro anos, mas quando estes erros foram notados na nossa cronologia, esta já estava demasiado bem implementada para ser alterada.

No que respeita à época do aparecimento da Estrela, a maioria dos astrônomos e dos estudiosos da Bíblia acreditam que provavelmente ocorreu algures entre os anos 7 e 2 AC. É esta então a janela que precisamos explorar para determinar se havia algo raro no céu que possa ter capturado a atenção dos Reis Magos.

O que era?

Pelo menos quatro teorias foram propostas para devidamente explicar a Estrela de um ponto de vista puramente astronômico.

A primeira ideia possivelmente proposta dizia que era um meotoro irregularmente brilhante visto a viajar pelo céu até ao horizonte. Mas como todos os observadores do céu sabem, tal objeto atravessa o céu numa questão de segundos, um espaço de tempo demasiado curto para guiar os Reis Magos através do Oriente até à pequena cidade de Belém. Por isso podemos, com um elevado grau de confiança, descartar esta teoria. Não tão facilmente descartada, no entanto, é a possibilidade da Estrela ter sido um cometa brilhante.

Os cometas permanecem visíveis a olho nu durante semanas no céu, antes do amanhecer ou a seguir ao poente. Não é impossível conceber um cometa com uma cabeça brilhante como uma estrela e uma longa cauda, apontando tal como um dedo cósmico na direção do horizonte, que possa ter guiado os Reis Magos a Belém.

O famoso Cometa Halley, observado pela última vez no início de 1986, também iluminou o céu durante agosto até setembro do ano 11 AC. No entanto, a maioria das autoridades põe-no de lado devido a não se encaixar no intervalo de tempo. Embora pareça improvável que outro grande cometa tenha aparecido mais próximo do espaço de tempo aceito do aparecimento da Estrela e nunca tenha sido registrado, não podemos ter a certeza.

Além disso, os cometas eram vistos na altura como presságios do mal, tal como cheias ou fome, bem como a morte e não o nascimento de reis ou monarcas. Os romanos, ao marcar a morte do general Agripa, por exemplo, usaram a aparição de 11 AC do Cometa Halley como indicação. Com isto em mente, os cometas seriam um sinal celeste inadequado para assinalar o nascimento de um rei.

Talvez a resposta mais simples seja uma nova ou uma explosão de supernova: uma nova estrela brilha onde não estava nada antes e não deixa para trás nenhuma indicação para se descobrir no futuro.

Embora os seus nomes impliquem uma nova criação, estes objetos espetaculares são na realidade estrelas no final da sua vida, embora sejam novidades (por mais temporárias que sejam) no céu noturno.

O aparecimento de uma nova é um acontecimento imprevisível e realmente brilhante, que se torna visível talvez a cada 25 ou 30 anos. Com isto em mente, em qualquer época poderemos observar um destes espetáculos à vista desarmada, dado que a nova mais brilhante e recente ocorreu em 1975 (e não muito longe da brilhante estrela Deneb, na constelação de Cisne).

A maioria das novas brilhantes subitamente e inesperadamente ganham um brilho enorme, literalmente de uma noite para a outra, atraindo a atenção, instantaneamente, de qualquer pessoa que esteja consciente do que há no céu.

Mas ao fim de vários dias ou semanas de tal notoriedade, gradualmente vão perdendo brilho até que desaparecem por completo. Ainda mais espetaculares e raras são as supernovas; estrelas que subitamente rebentam, produzindo por pouco tempo uma libertação incrível de energia, equivalente à luz combinada de uma galáxia inteira de estrelas. No auge da sua explosão, uma supernova pode brilhar com luminosidade suficiente para criar sombras ou até para ser vista durante o dia, certamente um evento celeste digno de anunciar o nascimento de um rei.

Na nossa Via Láctea, ao longo do último milhar de anos, aconteceram 4 brilhantes supernovas, em 1006, 1054, 1572 e 1604. Claramente, há muito que esperamos outra, embora as estrelas não sigam necessariamente um calendário que possamos estipular. Embora uma nova ou supernova seja a mais convincente explicação para a Estrela de Belém, existe aqui um problema sério, pois parece não haver nenhum registro definitivo de uma brilhante nova ter aparecido no céu durante a época que os estudiosos da Bíblia acreditam que os Reis Magos fizeram a sua viagem. Uma nova aparentemente iluminou-se, entre as constelações de Capricórnio e Aquário, durante a Primavera do ano 5 AC. Mas os registros chineses, que descrevem este objeto, demonstram que não era nada de notável.

Talvez um planeta

A teoria final é que a Estrela de Belém era um ou mais dos brilhantes planetas observáveis à vista desarmada. A possibilidade dos Reis Magos terem confundido um ou mais planetas, a eles tão familiares, com uma estrela, parece remota. No entanto, por vezes dois ou mais destes incansáveis errantes juntam-se numa espectacular conjunção. Talvez um agrupamento planetário de beleza particular; uma excepcionalmente próxima conjunção de dois planetas ou agrupamentos de três ou mais, criando uma notável figura geométrica no céu que pode ter tido lugar entre os anos 7 e 2 AC. Uma reunião deste gênero seria algo bastante raro e inesperado.

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Conjunção tri-planetária de 25 de Fevereiro do ano 6 AC, vista de Jerusalém, pelas 18:30 (hora local).
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro

Tal evento foi registrado na noite de 25 de fevereiro do ano 6 AC, envolvendo Marte, Júpiter e Saturno, e aconteceu na constelação de Peixes. Se já visitou um planetário por esta época de Natal, então provavelmente já sentiu a excitação ao ver o projetor do planetário viajar no passado para recriar este evento belo e raro. Outra possível explicação para a Estrela de Belém seria a passagem tripla de Júpiter por Saturno entre maio e dezembro de 7 AC: uma "grande conjunção." Júpiter pareceu passar um grau para norte de Saturno no dia 29 de maio; praticamente no mesmo local a 30 de setembro; e finalmente uma terceira vez a 5 de dezembro.

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A primeira das três passagens de Júpiter por Saturno, a 29 de maio do ano 7 AC, vista de Jerusalém.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro

Não existem dúvidas acerca da visibilidade destes eventos, quase todos na direção oposta à do Sol no céu noturno. Em relação ao seu impacto astrológico, os Reis Magos certamente notaram que ambos os planetas não se afastaram muito entre as suas conjunções. De fato, durante oito meses consecutivos, o tempo necessário para viajar 800 km ou mais, desde a Babilônia até à Judéia, Júpiter e Saturno permaneceram a menos de 3 graus de separação, desde o final de abril de 7 AC até ao princípio de janeiro de 6 AC.

Mas talvez nenhuma outra reunião planetária possa igualar a dos dois planetas mais brilhantes, Vênus e Júpiter, para a explicação que procuramos. E se tomarmos em conta o único registro literal do aparecimento da Estrela, escrito em S. Mateus, então o que realmente precisamos é o aparecimento de não apenas uma, mas de duas "estrelas". O primeiro aparecimento teria sido observado com bastante antecedência da chegada dos Reis Magos a Belém, e o outro no final da sua longa viagem. Talvez o sinal da sua Estrela tenha sido na constelação de Leão. Para os judeus, Leão era uma constelação de grande importância astrológica e era considerada como parte sagrada do céu. Uma muito próxima conjunção teria sido visível no céu antes do amanhecer a Leste no Oriente Médio entre as 03:45 e as 05:20 da manhã de 12 de agosto do ano 3 AC.

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Conjunção entre Vênus e Júpiter, observada antes do amanhecer do dia 12 de agosto do ano 3 AC, no que é hoje a região do Irã, um dos possíveis locais da origem dos Reis Magos.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro

Quando nasceram sobre o horizonte a Leste, os dois planetas estavam separados por apenas 2/5 do diâmetro aparente da Lua, ou 12 minutos de arco. Como comparação, a separação entre as estrelas Mizar e Alcor na Ursa Maior é também de 12 minutos. Esta tão pequena distância entre planetas é mesmo notável, se não variarem muito em brilho.

Incidentalmente, S. Mateus escreveu que os Reis Magos afirmaram na sua reunião com o Rei Herodes (capítulo 2, versículo 2): "porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo." Nunca é claro se viram a estrela no céu a Leste, ou se a viram a partir do Oriente. O fato da conjunção de 12 de Agosto do ano 3 AC entre Vênus e Júpiter ter ocorrido no céu a Leste e poder também ter começado quando os Reis Magos iniciaram a sua viagem (a partir do Oriente) até Belém significa que ambos os casos podem corresponder a esta afirmação — registrada por S. Mateus — dita a Herodes.

Por fim, Vênus desapareceu no brilho do Sol, mas Júpiter e Leão permaneceram no céu noturno durante os dez meses seguintes. Durante esta ocasião, tiveram lugar um número adicional de conjunções planetárias, todas as quais teriam sido de grande importância para os sacerdotes-astrólogos da época.

Depois, durante o mês de Junho do ano 2 AC, à medida que Júpiter e as estrelas de Leão começavam a descer no anoitecer a Oeste, Vênus mais uma vez regressou à mesma região do céu. Os Reis Magos teriam feito um registro especial desta noite de 17 de Junho, quando Júpiter e Vénus apareceram ainda mais próximos do que nas madrugadas do anterior mês de agosto. À medida que os dois planetas desciam na direção do horizonte, aproximavam-se cada vez mais.

Finalmente, por volta das 20:30 (hora local) estavam a uns meros 0,6 minutos de arco entre si, enquanto pairavam a uns 15 graus acima do horizonte a Oeste. Para os Reis Magos, estes dois planetas mais brilhantes pareceriam num só e brilhavam como um farol sobre a Judéia. Os óculos só viriam muitos séculos mais tarde, por isso apenas pessoas com visão perfeita é que conseguiriam ver os dois planetas separados.

A Astronomia pode dizer-nos que todas estas conjunções planetárias realmente ocorreram. De fato, quem quiser pode utilizar programas de computador que simulam o céu para viajar no tempo e observar todas estas configurações planetárias, e julgar quais teriam sido as mais impressionantes para os Reis Magos.

Mas se alguém as realmente observou, ou se alguma destas impulsionou os Reis Magos na sua viagem histórica, é apenas pura conjuntura. E finalmente, seria a Estrela de Belém realmente uma estrela miraculosa? A estrela das estrelas, aparecer apenas uma vez na História da Humanidade? Chegar a uma conclusão neste assunto não é fácil, pois qualquer teoria natural para a Estrela de Belém pode ser, no seu máximo, apenas uma suposição calculada. Talvez este seja um mistério que a Ciência moderna nunca poderá realmente desvendar. A Astronomia já nos levou onde podia. A decisão final é só sua.

Por outro lado, com auxílio de acontecimentos históricos citados na Bíblia, poderemos determinar com maior precisão os prováveis anos nos quais teria nascido Jesus. De início, como já vimos, segundo São Matheus, sabe-se que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, que faleceu entre 4 AC e 1AC, talvez nos meses de abril ou maio. Essa última conclusão prende-se ao fato de a morte de Herodes ter ocorrido antes da Páscoa dos judeus, e ter sido precedida por um eclipse da Lua. Ora, como o único eclipse lunar visível em Jericó foi o da noite de 12 para o dia 13 de março, como foi mencionado por Flavius Josephus, supõe-se que a morte de Herodes ocorreu provavelmente no mês que se seguiu ao eclipse. Em síntese: tudo indica que Herodes morreu entre 13 de março e 11 de abril, pois foi nesse último dia que se iniciou a Páscoa dos judeus.

Uma outra ocorrência que tem auxiliado os historiadores foi o massacre dos inocentes, quando todas as crianças de menos de dois anos foram sacrificadas por ordem de Herodes, que se baseou nas informações dos Magos para enviar os seus soldados a Belém, a fim de matar o novo Messias que ele tanto temia. Por esse fato se concluiu que Jesus, na época, deveria ter menos de dois anos. Seria conveniente lembrar, por outro lado, que essa data pode corresponder a concepção e não ao nascimento, pois entre os orientais era tradição iniciar a contagem da idade a partir daquele instante.

Um outro ponto de referência na fixação da data de nascimento de Jesus foi a época do recenseamento ordenado pelo Imperador Augusto, que foi executado por Quirino, governador da Síria. Se aceitarmos o termo recenseamento como censo, isto é, como um inventário de população, a data correspondente será -7 ou -6. Todavia se tomarmos, como o fazem alguns autores, esse termo no sentido de cens, ou seja, de imposto, que deve ter sido posterior de um a dois anos ao citado inventário, é aceitável supor que o mesmo ocorreu 5 a 4 anos AC.

Considerando todos esses elementos, chegamos à conclusão de que efetivamente a data de nascimento de Jesus deve situar-se entre os anos 5 a 7 AC.

Em que dia do ano nasceu Cristo? O Natal, em 25 de dezembro, começou a ser celebrado em todo o mundo como o dia do nascimento de Jesus depois do ano 336 DC. Antes essa data era aceita com o solstício do inverno no Hemisfério Norte. A festa pagã do "dies solis invicti natalis", ou seja, o dia do nascimento do Sol invicto, era celebrada no dia que coincidia com os meados de saturnália — estação durante a qual os trabalhos cessavam.

No Oriente, o nascimento foi inicialmente celebrado em 6 de janeiro, data que estava associada à Estrela de Belém. Tal comemoração tinha como objetivo substituir a cerimônia pagã que em 6 de janeiro se comemorava no templo de Kore em Alexandria e em algumas regiões da Arábia, quando se celebrava Kore, a virgem, que deu à luz Aion.

Em 194 d.A., Clemente de Alexandria propôs a data de 19 de novembro do ano 3 a.C., enquanto outros pretendiam que o nascimento ocorresse em 30 de maio ou 19/20 de abril. Mais tarde, em 214 DC, Epifânio propôs do dia 20 de maio. Nessas datas existem confusões entre a época da concepção e do nascimento. No entanto, tais datas parecem concordar com a velha tradição de que Cristo teria sido concebido na primavera e nascido em meados do inverno (essas estações referem-se ao Hemisfério Norte).

Segundo os relatos da Bíblia, o nascimento de Cristo pode ser determinado em função do de São João Batista. Assim Zacarias, o pai de João Batista, foi o sacerdote da travessia de Abia (Lucas 1.8) que teria servido no templo na sexta semana depois da Páscoa, semana anterior ao Pentecoste.

Como todos os "sacerdotes" também serviram durante o Pentecoste, Zacarias teria deixado Jerusalém para sua casa no décimo segundo dia do mês do calendário israelita Sivan, ou seja, em 12 de junho do nosso calendário. Ora, como Isabel, sua esposa, concebeu seu filho depois do seu retorno (Lucas 1.24) conclui-se que João Batista deve ter nascido 280 dias mais tarde, ou seja, nas vizinhanças do dia 27 de março.

Lucas (1.36) registrou ser Cristo seis meses mais jovem que João Batista, o que faz ter o nascimento de Cristo ocorrido em setembro seguinte, ou seja, no outono do ano 7 AC. A primitiva tradição cristã registrava que Jesus nasceu um dia depois de um Sabbath judeu, isto é, em um domingo.

Crenças astrológicas tradicionais indicam, como dia mais provável, o sábado, dia 22 de agosto de 7 AC. Seria conveniente lembrar que no calendário judeu o dia começa ao pôr-do-Sol, de modo que se considerarmos a crença que Cristo nasceu depois do pôr-do-Sol, podemos aceitar que o seu nascimento ocorreu em 21 de agosto do ano 7 AC.

Fonte: Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve/ Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo para o G1

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