Academia das Ciências de Lisboa defende o acordo da reforma ortográfica em 2008
O vice-presidente da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) defendeu, no Rio de Janeiro, a aprovação e ratificação do acordo ortográfico pelos países de lingua portuguesa em 2008.
António Braz Teixeira preconizou que a ACL e a Academia Brasileira de Letras (ABL) intensifiquem as pressões "para que (os governos) se empenhem, decididamente, no sentido de que o acordo ortográfico seja aprovado e ratificado durante o próximo ano".
A posição foi defendida durante um encontro de acadêmicos brasileiros e portugueses que transcorre no Rio de Janeiro para iniciar as celebrações dos 200 anos da chegada do príncipe regente D. João e da família real ao Brasil, assinalados no próximo ano.
Braz Teixeira afirmou que os governos do Brasil e de Portugal não "efeturam as diligências diplomáticas" suficientes para que Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste aprovem o acordo.
"As mesmas forças que, em Portugal, tudo fizeram para impedir a conclusão do acordo, em que se destacaram, negativamente, alguns editores, estão, de novo, exercendo pressão sobre o Governo português no sentido de adiar, indefinidamente, a data de início de sua aplicação efetiva", lamentou o vice-presidente da ACL.
O presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça, defendeu a conclusão do acordo e disse que o "zelo pela língua não é apenas compromisso do estatuto (da instituição), mas imperativo da vontade de todos os acadêmicos".
No segundo e último dia do encontro de acadêmicos, os temas serão "O príncipe regente D. João e o Brasil", "D. João e os problemas do Brasil e de Portugal durante o seu governo", "D. João VI e a língua portuguesa no Brasil" e "José da Silva Lisboa e a idéia liberal".
O primeiro acordo para a harmonização das duas diferentes ortografias - a brasileira e a portuguesa - foi assinado em 1990, com início da vigência para 1994, mas nenhum dos sete países de língua oficial portuguesa (Timor Leste ainda não era independente) ratificou o tratado.
Em 2004, houve uma nova tentativa, com a assinatura de um protocolo modificativo que determinava que o acordo ortográfico entraria em vigor com a ratificação de três países, o que já foi feito por Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Fonte: Ag.Lusa



