Angola será centro de distribuição da FedEx na África subsaariana
Angola vai ser a principal base para o grupo Rangel levar a Federal Express FedEx - um dos maiores grupos internacionais de transporte de carga expresso - a conquistar os mercados da África subsaariana, afirmou nesta sexta-feira o presidente do grupo português.
“O grupo Rangel, através da empresa Rangel Express Angola, que representa a FedEx neste país, elegeu Angola com o objetivo de criar um grande hub para entrar nos países da costa atlântica da África Subsaariana”, disse Eduardo Rangel.
O gestor explicou ainda que a estratégia da Rangel é fazer de Angola uma base de saída para África: “partir de Lisboa, passar por Luanda, e ligar a capital angolana aos países mais ricos da África Subsaariana”.
Congo, Gabão, Camarões, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe são os países onde será construída a rede de plataformas FedEx ligadas ao centro em Angola.
O empresário reconhece que a economia angolana está crescendo na casa dos dois dígitos por ano - um dos mais elevados crescimentos do mundo - e apresenta uma inflação e taxas de juros que dão sinais de estarem controladas. No entanto, Rangel alertou para as dificuldades existentes em Angola para o recrutamento de recursos humanos qualificados, falta de treino e formação profissional, em especial nas áreas da logística, planejamento e gestão portuária.
Nesse sentido, o grupo estuda criar em Luanda uma escola profissional no setor de logística e transporte, embora já esteja, atualmente, dando formação técnica ao pessoal que trabalha no país.
“Angola tem se mostrado para nós um mercado de sucesso. Há dificuldades, não é fácil, mas é preciso ir lá com a perspectiva de desenvolvimento econômico futuro”, justificou. Nesse sentido, destacou o fato de Angola ter sido escolhida estrategicamente para funcionar como hub e realçou a existência de um grande movimentação de mercadorias no país.
“Notamos que há grandes necessidades por parte do mercado neste nível e, por isso, o grupo Rangel vai continuar a apostar com força em um projeto sustentado, de médio e longo prazo”, disse o empresário.
Eduardo Rangel disse que seu grupo já investiu 2 milhões de euros em Angola e vai canalizar mais fundos (entre 6 a 7 milhões de euros), para a compra de um terreno e a construção de uma plataforma logística, que terá um terminal de 10 mil metros quadrados, com capacidade de expansão.
“A plataforma, que ficará situada no pólo industrial próximo a Luanda, vai funcionar como entreposto aduaneiro”, adiantou o empresário. Eduardo Rangel admitiu que este projeto de entreposto aduaneiro público, o primeiro em Angola, deverá estar concluído até 2010.
No país, o grupo possui duas empresas, a Rangel Express Angola (constituída após a compra da empresa local Expresso Cargo), que representa a FedEx em Angola, e a Rangel Internacional Angola.
No final deste ano, o grupo Rangel prevê crescer na ordem dos 23% em volume de negócios na comparação com 2006, chegando a 100 milhões de euros.
Este acréscimo no faturamento do grupo inclui retorno dos investimentos em Angola (3,5 milhões de euros) e Espanha (na ordem dos 4 milhões de euros).
Fundado há 27 anos, o grupo Rangel é constituído por 11 empresas, emprega 900 colaboradores e tem parceria com a norte-americana FedEx desde 1999.
Fonte: Agência Lusa



