Moçambique é um dos maiores produtores mundiais de mandioca
Maputo - Moçambique produz anualmente mais de 6 milhões de toneladas de mandioca, de acordo com dados revelados em Maputo no 10º Simpósio Internacional sobre Culturas de Raízes e Tubérculos Tropicais.
Ocupando 16,7 por cento da terra arável e produzindo 10,4 toneladas por hectare, a produção registrada faz com que Moçambique conste da lista dos 10 países do mundo com maior produção de mandioca.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), países como a Nigéria, Brasil, Tailândia, Indonésia, República Democrática do Congo, Gana, Índia, Tanzânia, Moçambique e Angola são os que mais mandioca produzem, apontando esta cultura como sendo de grande importância econômica e social no mundo em geral.
No encontro, em que stão presentes cientistas e pesquisadores africanos, membros da International Society for Tropical Roots and Tuber Crops (ISTRC), o ministro da Agricultura de Moçambique Erasmo Muhate desejou que se definisse uma implementação efetiva de estratégias apropriadas para o desenvolvimento agrícola, uma melhor abordagem das raízes e tubérculos como culturas alimentares e fonte de rendimento e tornar os resultados de pesquisas mais visíveis, através de um maior impacto na melhoria da vida das comunidades.
Foram apresentados naquele simpósio, que trnascorre sob o lema "Raízes e Tubérculos no Alívio à Pobreza Através da Ciência e Tecnologia Rumo ao Desenvolvimento Sustentável", diversos temas de acordo com experiências de cada país.
A International Society for Tropical Roots and Tuber Crops (ISTRC) foi criada em 1978 por um grupo de cientistas africanos que reconheceram a importância desta cultura. O encontro termina na próxima sexta-feira.
Fonte: Macauhub
Uma lenda brasileira
Contam os índios tuxaua que, há muito tempo atrás, a filha de um poderoso chefe foi expulsa de sua tribo porque havia ficado grávida misteriosamente. Ninguém (nem ela!) sabia quem era o pai da criança.
Por isso, a índia foi morar em uma velha cabana, bem longe da aldeia. Alguns parentes levavam comida para ela todos os dias. E assim se passaram muitos meses. Um dia, a índia deu à luz uma menina muito branca e muito bonita, a quem ela chamou de Mani.
Todos ficaram sabendo da notícia, e de como era branca e linda a neta do chefe! Cheio de curiosidade, o velho índio viajou até a cabana para ver Mani. A criança era mesmo muito especial. E o avô logo esqueceu as mágoas que tinha contra a filha!
A criança cresceu amada por todos. Mas, assim que completou três anos de idade, morreu de repente. Não ficou doente, nem fraquinha, nem nada. Apenas, morreu.
A mãe ficou desesperada, mas nada pode fazer. Assim, enterrou a filha perto da cabana e, ali, chorou, chorou e chorou, durante muitas horas. Suas lágrimas corriam pelo seu rosto e iam pingar no chão da floresta, no lugar onde Mani fora enterrada.
De repente, a pobre mãe viu brotar, num instante, da terra molhada, uma planta! Parecia um verdadeiro milagre, toda a tribo veio ver! As raízes da plantinha eram brancas, como Mani, e em forma de chifre.
Todos quiseram provar daquela raiz miraculosa. E foi assim que a mandioca ("Mani", a criança morta, e "aca", chifre) se tornou o principal alimento dos índios da Amazônia!
Fonte: Mingau Digital/Rainhas do Lar



