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A anemia falciforme e o VK 500

22/04/2008 Publicado por: Xico Lopes Categorias: Ciências, Farmacêutica, Medicina & Veterinária, Produtos, Equipamentos, Materiais & Soluções, Química, Saúde & Bem Estar, Terapias & Terapias alternativas, África 15 Comments →

Visão_Global No Blogvisão nós publicamos este artigo 593/ Primeiro remédio para anemia falciforme vem da África, e desde então, tem sido um dos mais consultados, ao mesmo tempo que suscitou um grande número de indagações. Agora aqui, no Visão Global, procuramos atender uma boa parte das dúvidas a respeito da anemia falciforme e do VK 500.

Antigamente era considerada doença fatal, e os pacientes morriam antes de completar 30 anos. Isso ocorria por causa de infecções, insuficiência renal e cardíaca e trombose. Considerada um “erro celular”, a anemia falciforme é uma doença que no futuro poderá ser combatida com a tecnologia desenvolvida a partir da Biologia Molecular, conhecida como siclemia ou sicklemia, e foi descoberta em 1904 por um médico americano, ao atender um estudante negro com fraquezas e dores de cabeça.

Ao examinar uma amostra de sangue do paciente, ele percebeu que as células vermelhas estavam diminuídas pela metade, e que havia grande número de corpúsculos finos, alongados e em forma de foice. O portador do traço genético falciforme nem sempre desenvolve a doença, para que isso aconteça é preciso que o pai e a mãe apresentem o problema. Os glóbulos vermelhos que contêm a hemoglobina também sofrem mutação e adotam a forma de foice, por isso o nome anemia “falciforme”.

Esse mal faz os glóbulos vermelhos perderem a elasticidade, causando microenfartos em diversas partes do corpo. Uma provável mutação genética que aconteceu na África há milhões de anos pode ser a causa desse tipo de anemia. A freqüência é maior entre os negros, e atinge 4 em cada 1.000 indivíduos no mundo.

Parece pouco, mas em certas regiões da África a presença do gene pode chegar a 40% da população negra; nos EUA e em Cuba, a média de vida das pessoas que sofrem desse mal é de 56 anos. No Brasil o gene dessa anemia afeta 6% da população brasileira, ou pouco mais de 11 milhões de pessoas, e a média de vida oscila entre 18 e 21 anos, mas é alta a taxa de mortalidade de crianças falcêmicas menores de 5 anos. Considerando-se negros e pardos, o índice sobe para 10% – 8 milhões de pessoas. Mas foi da África que chegou o primeiro remédio: Jérôme Fagla Médégan, médico de Benin, descobriu uma fórmula que permite prevenir a doença.

O VK 500 permitiria aos glóbulos vermelhos recuperarem a forma original e salvar perto de 200 mil africanos que nascem, por ano, com esse mal. Até então se usava analgésicos, transfusões de sangue regulares, que não atacavam o problema na raiz. Este antídoto, um resultado de cerca de 25 anos de pesquisa e análise profunda, segundo Jérôme Médégan, foi reconhecido em 2005 pelo Instituto Francês da Propriedade Industrial. O reconhecimento desta descoberta e a atribuição do certificado, pelo Instituto francês, de acordo com o médico, representa uma conquista para o continente africano que precisa acreditar que tem indivíduos capazes de trabalhar em prol do bem estar do povo africano e contribuir igualmente no progresso da ciência.

"Através deste Instituto Francês da Propriedade Industrial já se está produzindo o medicamento, cujo preço de fábrica do frasco está em torno dos 35 dólares e que acrescido das taxas alfandegárias chega ao povo da África, a um preço muito elevado", disse.

A prevenção no tratamento dessa anemia é fundamental.

O VK 500

Medicamento específico para a drepanocitose, ele age eficazmente sobre todas as suas variantes: SS, SC, CC, AS, AC.

Tomado regularmente, ele atenua de início, faz desaparecer a seguir, as crises e suas complicações.
Associação potencializada de vários extratos de plantas africanas, o VK 500 alia propriedades complementares que agem sobre diferentes aspectos da doença.

COMPOSIÇÃO:
O VK 500 é composto de 350 mg de diferentes extratos de plantas.

AÇÃO DO VK 500:

ANTI-FALCIFORMAÇÃO - A polimerização da hemoglobina S é a causa primeira das crises drepanocitárias. O VK 500 impede essa polimerização e a falciformação subsequente do glóbulo vermelho.

AÇÃO ANTI-ICTÉRICA - A taxa de bilirubina não continua em permanente aumento em consequência da destruição das múltiplas hemácias falciformadas; a icterícia conjuntival desaparece. Em menos de três semanas, os olhos do doente drepanocítico ganham a coloração branca normal.

FLUIDIFICAÇÃO SANGUÍNEA - O VK 500 reduz a hiperviscosidade sanguínea que se observa nos drepanocíticos e diminui, portanto, o tempo de passagem das hemácias através dos vasos capilares.

VASODILATAÇÃO - O VK 500 induz uma vasodilatação durável dos capilares, o que permite a livre circulação das hemácias. Os drepanócitos irreversíveis evitam o bloqueamento dos vasos estreitos, o que engendraria a crise. Eles continuam a circular até serem capturados e destruídos pelo baço no justo termo do seu tempo de vida.

AÇÃO IMUNITÁRIA – O enfraquecimento das defesas imunitárias nos drepanocíticos facilita o surgimento de infecções, primeira causa da mortalidade neste grupo de pessoas. O VK 500 fortalece a imunidade. Este efeito é particularmente verificável após cumpridos os primeiros seis (6) meses de tratamento.

AÇÃO OREXÍGENA - Uma das componentes do VK 500 favorece imediatamente a recuperação do apetite, estimula o aumento de peso, o crescimento e o dinamismo nas atividades.

EFEITOS BENÉFICOS DA AÇÃO DO VK 500

De maneira geral, constata-se nos primeiros dias do tratamento, uma melhoria da vitalidade do doente. A impressão de se estar diante de um grave doente pálido e sofredor, desaparece face à constatação de uma certa vitalidade recuperada ao mesmo tempo que o apetite.

As crises drepanocíticas estancam rapidamente e acabam por desaparecer.

Com três (3) meses de tratamento, observa-se uma correção dos efeitos da anemia drepanocitária; as lesões orgânicas ligadas à anemia estabilizam-se pois começam a desaparecer; as ulcerações da pele ligadas a um específico enfraquecimento da epiderme, cicatrizam; as menstruações ausentes ou irregulares em certas pacientes drepanocíticas homozigotas graves retornam ou se transformam em menstruações normais; o metabolismo fragilizado é revitalizado e o drepanocítico volta a ganhar peso e uma atividade física mais intensa; os volumes do baço e do fígado que haviam aumentado (hepato-esplenomegalia) voltam à normalidade no intervalo de alguns meses.

Radiografias e electrocardiogramas periódicos permitem constatar que em aproximadamente três anos de tratamento regular, um “grande coração” com um índice cardio-toráxico superior a 0,55 recupera valores normais inferiores a 0,50 , evitando a evolução para uma patologia propriamente cardíaca.

INDICAÇÕES:

- Tratamento da drepanocytose em todas as suas formas : SS, SC, CC, AC ou AS, enquanto criança ou em pessoa adulta.
- Tratamento das crises drepanocitárias dolorosas ósseas, abdominais, neurológicas, renais;
- Tratamento da anemia drepanocitária, da desglobulização aguda e da icterícia drepanocitária;
- Tratamento da hepatomegalia (aumento do volume do fígado) dos drepanocíticos na ausência de cálculos vesiculares,
- Tratamento da esplenomegalia (aumento do volume do baço) dos drepanocíticos;
- Tratamento das ulcerações da pele dos drepanocíticos;
- Prevenção e tratamento do priaprismo dos drepanocíticos;
- Tratamento sistemático da drepanocítica grávida;
- Prevenção e tratamento da redução da acuidade visual dos drepanocíticos;
- Prevenção e tratamento da redução da acuidade auditiva.

CONTRA-INDICAÇÕES:
Nenhuma contra-indicação é conhecida até hoje.

PRECAUÇÕES NO USO:
- No caso dos doentes com úlceras, o tratamento deve ser feito no intervalo entre as refeições.
O tratamento deve ser cumprido com regularidade, de modo imperativo.

EFEITOS INDESEJADOS:
Alguns efeitos não desejados podem verificar-se no decurso das primeiras semanas de tratamento, mas que desaparecem logo a seguir. São, notadamente:
- congestão nasal
- aumento da frequência das evacuações fisiológicas (fezes);
- em casos raros, fadiga e sonolência.

APRESENTAÇÃO
Acondicionamento em frascos de 45, 50 e 90 cápsulas de 500 mg

POSOLOGIA
Profilaxia de crises
Crianças menores de 12 meses 1 a 2 cápsulas de 500mg por dia
De 1 a 3 anos                            2 a 3 cápsulas de 500mg por dia
De 3 a 10 anos                          3 a 6 cápsulas de 500mg por dia
Para cima de 10 anos                6 a 12 cápsulas de 500mg por dia

Estas doses podem ser aumentadas, tendo em atenção o fato de não existirem efeitos colaterais, caso se verifique de as crises surgirem apesar de tratamento profilático.

TRATAMENTO DAS CRISES

Tomar uma dose profilática mínima de 4 em 4 horas, salvo no caso dos adultos em que a ingestão de 4 cápsulas de 4 em 4 horas é suficiente;

Aconselha-se a associar analgésicos e anti-inflamatórios ao tratamento quando se tratar de crises dolorosas, bem assim como uma multivitaminoterapia que permitirá lutar contra a fadiga (astenia) e a sonolência observadas algumas vezes depois de tomado o VK 500. Isso acelerará as enzimas e os oligo-elementos que o medicamento proporciona para a retomada do crescimento equilibrado peso/altura e a reparação das lesões orgánicas.

CONSERVAÇÃO
Conservar em lugar seco à temperatura ambiente : 3 anos.

OBS: Esta é uma tradução não oficial, o texto original está em língua francesa. Esta tradução é apenas um resumo contendo o essencial do exaustivo dossiê relacionado com a pesquisa que levou à descoberta do VK 500.

Fonte: Associação Angolana de Apoio aos Doentes de Anemia Falciforme - ADAF

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