Aumenta o número de imigrantes ilegais na Espanha
‘patera’
A Espanha foi o país da UE que mais imigrantes ilegais recebeu no ano passado. Esse número revela-se tanto nas notícias diárias da chegada ou salvamento de mais uma patera, como nos estudos realizados pelo Centro de Estudos Sociológicos - nos últimos dois anos a imigração, tal como o terrorismo, jamais saiu da lista das três maiores preocupações dos espanhóis.
No início da década, as praias andaluzas eram as escolhidas como porto de chegada pela sua proximidade do norte da África. Os 14 quilômetros que separam os dois continentes facilitam a travessia. Mas com a pressão junto à UE, a fim de conseguir mais fundos, meios e colaboração de outros países para parar a imigração ilegal, criou-se o Sistema de Vigilância Exterior (SVE), que conta com barcos, aviões, radares, sensores de ruído e calor, imagens de satélite, e que representou um investimento de 232 milhões de euros.
Mas se a chegada de imigrantes à costa peninsular diminuiu rapidamente, para responder ao controle do SVE começaram a ser usadas rotas alternativas ao estreito de Gibraltar. Desde então as ilhas Canárias passaram a ser o destino eleito. O governo espanhol aumentou no arquipélago, meios de controle e de salvamento, e abriu novos centros de acolhimento.
Se em 2006 chegaram às Canárias 31 mil imigrantes, até ao início de dezembro deste ano o número caiu para 11 mil. Mas as rotas para fugir ao controle afastam-se cada vez mais da costa, ficando mais perigosas e matando mais gente.
No ano passado a Espanha repatriou 97.715 imigrantes, sendo que a grande maioria foi apanhada no ato de chegar em pequenas embarcações (pateras) ou após ser resgatada em alto mar por equipes de salvamento. O governo espanhol passou também a patrulhar as costas de países como Senegal e Mauritânia, e ajuda financeiramente estes países para que controlem a saída dos seus cidadãos.
Fonte: HUGO GONÇALVES para o DN online.pt



