Abaixando a máquina: ética e dor no fotojornalismo carioca
http://www.abaixandoamaquina.com.br
Nenhuma vida vale uma foto.
Cada lágrima que cai ali dói no coração.
Fotógrafo não faz demagogia. Fotógrafo faz fotografia.
A gente ganhar um salário e sobreviver em cima dessas coisas é meio chato.
Quando falam que a gente é meio kamikaze, no fundo é verdade.
Você sai de casa e reza pra voltar.
Certas horas realmente você deve abaixar a máquina.
Essas são algumas declarações de fotógrafos no documentário Abaixando a Máquina, idealizado por Guillermo Planel e dirigido junto com Renato de Paula. O filme ainda não está em cartaz, mas o site está no ar.
O documentário aborda o dia-a-dia dos fotógrafos dos principais jornais do Rio de Janeiro, discutindo a ética do ato de fotografar e apresentando as angústias e dilemas vividos por estes profissionais em seu trabalho.
Além de fotógrafos como Evandro Teixeira, Ignácio Ferreira, Flávio Damm, Marcos Tristão, Marcia Folleto, Wânia Corredo, Severino Silva, Domingos Peixoto, Wilton Jr. e Custódio Coimbra, também falam no filme psicanalistas, professores, autoridades, líderes comunitários e fotografados.
Abaixando a Máquina registra ainda momentos de tensão que os fotógrafos enfrentam diariamente em conflitos; armados nas comunidades dominadas pelo tráfico de drogas nos enterros das vítimas.
Fonte: Marina Lemle para Revista de História da Biblioteca Nacional
Veja o trailer
Este filme apresenta a visão de profissionais que cobrem uma guerra que está em curso, de uma guerra que todos os que vivem no Rio de Janeiro, e até mesmo, de outros lugares, sabem que existe, mas que as autoridades insistem em escamotear. Até quando, não o sabemos, mas chegará o momento em que a situação atingirá um estágio de não haver retorno, se nada efetivamente for realizado. Já faz muito tempo que deixou de ser um caso exclusivo de polícia.




